terça-feira, 20 de outubro de 2009

....... e o fim da Corrente.

Eis a última parte da trilogia, ela parece destoar um pouco das outras duas, mas é esse destempero que aguça seu significado; ela é a parte que nos põe no nosso lugar em relação aos outros, e não a nós mesmos. Como é de praxe, peço que leiam, degustem, e reflitam.


O Rouxinol e a Rosa
Um rouxinol vivia no jardim de uma casa.
Todas as manhãs, uma janela se abria e um jovem comia seu pão, enquanto olhava a beleza do jardim. Sempre caiam farelos de pão no parapeito da janela.
O rouxinol comia os farelos, acreditando que o jovem os deixava de propósito para ele.
Assim, criou um grande afeto por aquele que se preocupava em alimentá-lo, ainda que com migalhas.
Um dia, o jovem se apaixonou. Mas, ao se declarar, sua amada impôs uma condição para retribuir seu amor: Que na manhã seguinte ele lhe trouxesse a mais linda rosa vermelha.
O jovem percorreu todas as floriculturas da cidade, mas sua busca foi em vão. Nenhuma rosa...Muito menos vermelha, desolado, ele foi pedir ajuda ao jardineiro de sua casa.
O jardineiro declarou que ele poderia presenteá-la com petúnias, violetas, cravos...
Qualquer flor, menos rosas.
Elas estavam fora de época; era impossível conseguí-las naquela estação.
O rouxinol, que escutara a conversa, ficou penalizado com a desolação do jovem...
Teria que fazer algo para ajudar seu amigo a conseguir a flor.
A ave então procurou o Deus dos Pássaros, que falou:
- Você pode conseguir uma rosa vermelha para o seu amigo...
- Não importa, respondeu a ave. O que devo fazer?
...mas o sacrifício é grande e poderá custar-lhe a vida!
- Assim farei, respondeu a ave. É para a felicidade de um amigo!
- Bem, você terá que se emaranhar em uma roseira, e ali cantar a noite toda, sem parar.
O esforço é muito grande; seu peito pode não agüentar...
Quando escureceu, o rouxinol emaranhou-se em meio a uma roseira que ficava em frente a janela do jovem.
Ali, pôs-se a cantar eu canto mais alegre, pois precisava caprichar na formação da flor.
Um grande espinho começou a entrar no peito do rouxinol, e quanto mais ele cantava, mais o espinho entrava em seu peito.
Mas o rouxinol não parou. Continuou seu canto, pela felicidade de um amigo.
Um canto que simbolizava gratidão, amizade. Um canto de doação, até mesmo da própria vida!
Pela manhã, ao abrir a janela, o jovem se deteve diante da mais linda rosa vermelha, formada pelo sangue do rouxinol. Nem questionou o milagre, apenas colheu a rosa.
Ao olhar o corpo inerte da pobre ave, o jovem disse:
Que ave estúpida! Tendo tantas árvores para cantar, foi se enfiar justamente em meio a roseira que tem espinhos. Pelo menos agora dormirei melhor, sem ter que escutar seu canto chato.
É muito triste, mas infelizmente...

Cada um dá o que tem no coração...
Cada um recebe com o coração que tem...

........Correntes ..........

Mais uma das 3 parabolas que vou postar aki, uma trilogia que, embora não pareça ter sentido nenhum, mostra a resposta de muitos dos nossos problemas. Leiam, se deliciem e reflitam, por favor.


O Rio e o Oceano (Osho)

Diz-se que, mesmo antes de um rio cair no oceano ele treme de medo.
Olha para trás, para toda a jornada, os cumes, as montanhas, o longo caminho sinuoso através das florestas, através dos povoados,
e vê à sua frente um oceano tão vasto que entrar nele nada mais é do que desaparecer para sempre.
Mas não há outra maneira. O rio não pode voltar. Ninguém pode voltar.
Voltar é impossível na existência. Você pode apenas ir em frente.
O rio precisa se arriscar e entrar no oceano. E somente quando ele entra no oceano é que o medo desaparece.
Porque, apenas então, o rio saberá que não se trata de desaparecer no oceano.
Mas tornar-se oceano. Por um lado é desaparecimento e por outro lado é renascimento.
Pense nisso

Correntes .......

Chegou o momento de refletir um pouco, por isso eu não irei postar poesia hoje, mas sim uma parabola, leiam-na e voces entenderão o nome do post.

P.S: Cabeça-dura, você sabe que é pra você, então comente isso, ok?


O URSO FAMINTO...
        Certa vez um urso faminto perambulava pela floresta em busca de alimento. A época era de escassez. Porém, seu faro aguçado sentiu o cheiro de comida e o conduziu a um acampamento de caçadores. Ao chegar lá, o urso, percebendo que o acampamento estava vazio, dirigiu-se para uma grande fogueira, ainda ardendo em brasa e dela tirou uma enorme tina de comida. Quando a tina já estava fora da fogueira, o urso a abraçou com toda sua força e enfiou a cabeça dentro dela, devorando a comida. 

        Enquanto abraçava a tina, começou a perceber algo lhe atingindo. Na verdade, era o calor da tina que o estava queimando. Ele estava sendo queimado nas patas, no peito e por onde mais a tina encostava. O urso nunca havia experimentado aquela sensação; interpretou as queimaduras pelo seu corpo como uma coisa que queria lhe tirar a comida.
Então, começou a urrar muito alto. E, quanto mais alto rugia, mais apertava a tina quente contra seu imenso corpo. Quanto mais a tina quente lhe queimava, mais ele apertava contra seu corpo e mais alto rugia. 

       Quando os caçadores chegaram ao acampamento, encontraram o urso praticamente sentado, recostado a uma árvore próxima à fogueira, segurando a tina de comida. Ele tinha tantas queimaduras que o fizeram grudar na tina e, seu imenso corpo, mesmo morto ainda mantinha a expressão de estar rugindo.

"Quando terminei de ouvir essa história do mestre Jomano, percebi que, em nossas vidas, por muitas vezes abraçamos certas coisas que julgamos ser importantes.
Algumas delas nos fazem gemer de dor; nos queimando por fora e por dentro, e mesmo assim, ainda as julgamos importantes. Temos medo de abandoná-las e esse medo nos coloca numa situação de sofrimento, de desespero. Apertamos essas coisas contra nossos corações e terminamos derrotados por algo que tanto protegemos, acreditamos e defendemos.  Para que tudo dê certo em sua vida, é necessário reconhecer, em certos momentos, que nem sempre o que parece salvação vai lhe dar condições de prosseguir. 

         Tenha a coragem e a visão que o urso não teve. Tire de seu caminho tudo aquilo que faz seu coração arder. Solte a tina, solte a tina... Quando soltá-la perceberá que você
pode libertar-se, e que com certeza, tudo vai dar certo."

(César Romão - Do Livro: "Tudo Vai Dar Certo")

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Em meio a tristeza .....

Post dedicado as pessoas, que, nesse momento, estão presas a dores, sentimentos de impotência e solidão profunda, causados por mágoas de amores passados. Espero que não haja muitas dessas pessoas por aqui, hoje, mas se você estiver, saiba que sempre poderá contar com o autor que aqui vos fala.
Eis a poesia, aproveitem.

P.S: Essa poesia é dedicada a uma pessoa muito especial, realmente espero que essa fase acabe logo, viu?

Em meio á tristeza

Em meio a tristeza, perdida
Mantém sua face serena,
Tem a culpa desse dilema
Alguma memória, esquecida

Em meio ao silêncio, a dor
Em meio á dor, solidão,
Em meio ao escuro, mansidão
Tudo isso face de um amor

Em meio a vida, o choro
Mantido preso sob o olhar,
Lágrima alguma, ao rolar
Terá um soluço como coro

Em meio a tudo isso, a certeza
Que mesmo com o coração partido,
Mesmo com teu peito ferido
Toda dor tem a sua beleza.

O que escrever hoje?

Estava eu aqui, sentado, em frente do meu pc e pensando: o que será que eu devo postar, sobre o quê falarei? Ainda nao o sei, mas espero que seja algo que traga bons presságios as pessoas que, porventura, venham a ler este mal escrito blog. Eis que uma idéia surge, em meioa uma brainstorm (ou tempestade cerebral, vocês escolhem): falarei sobre os meus amigos, já que os tenho em tão boa conta ! Amigos são tudo o que de mais valioso alguém pode guardar, pois amigos não se compram (exceto os cães e gatos !!!!), não se vendem (novamente eles!) e nao se trocam, embora uns gostem de "trocar" amigos, esse é um gesto não muito digno de ser feito, e nem ao menos posso pensar em um nome para isso que nao seja "traição", traição a sentimentos compartilhados, a entregas feitas de boa vontade e de carinho, entregas essas feitas de alma e coração, por que é esse o tipo de entrega de que se é feito um amigo.
Amigos são sublimes, são sagrados, são a prova da existência de um Criador bom e misericordioso, que sabendo da dificuldade de nossas vidas, nos deu esses guardiões, disfarçados de simples pessoas, para nos guiar e nos ajudar a suportar as incertezas da vida.
Bom, chega de falar, é chegado o momento de mais uma poesia, espero que gostem.

P.S: Hoje não tem nenhum post scriptum, tá?
P.S 2: Esse é um texto antigo, mas ainda hoje é recente.

Amigos

Hoje me sinto vazio, muito mal, acabado, mas isso não me incomoda, pois sempre terei amigos ao meu lado.

Alguns amigos são como as estrelas, permanecendo sempre conosco, mesmo quando se vão, já que seu brilho permanece sempre em nossos espíritos,outros são como cometas que, mesmo que se afastem em demasia, sempre voltam, já que não podem fugir de sua trajetória. Para certos amigos temos de pagar um preço, porém é certo que para cada preço que se pague sempre há uma recompensa.

Não há palavras para se definir um amigo, como também não existem atos capazes de fazê-lo. Amigos são como estrelas-guia para pessoas que se encontram perdidas, do mesmo jeito que a luz de um farol é sinal de alívio para navegantes em meio a uma grande tempestade. Ser amigo é ser porto seguro, abrigo, refúgio, é ser o ombro onde podemos desabafar nossas magoas, nossos medos e nosso segredos; é ser a pessoa que nos deixa chorar, mas que logo em seguida noz faz sorrir.

Amigos são dádivas de Deus; e sendo assim, gostaria de agradecer a Deus pelos amigos que tenho: Senhor, muito obrigado pelos amigos que me deste. Amém.


sábado, 17 de outubro de 2009

Entre Lobos e Rosas - II

Venho através deste post ratificar um mal-entendido, que na verdade não foi tão mal-entendido assim. Meu post anterior teve um efeito assim, digamos, inesperado, em uma certa pessoa e agora venho, através desse poema, criado especialmente pra essa pessoa, tentar a boa e velha política da boa vizinhança ou melhor dizendo, do mea culpa, mea máxima culpa.
Rosa, esse é pra ti e espero que eu tenha conseguido aplacar teus sentimentos com esse poema, o qual espero que divida entre outras rosas e entre outros lobos. A todos os outros leitores, espero que seja, ao menos, uma experiencia gratificante.

Entre Lobos e Rosas

Entre lobos, há lobos
Dentes, ganidos, rosnados
No escuro, seus olhos são globos,
Que deixam a muitos amedrontados.

Entre rosas, há rosas
Pétalas, perfumes e cores
Ao vento, exalam aromas
Símbolos de carinho e amores.

Entre lobos, há vida
Carinho, amizade, parceria
Existe a recompensa dividida
Momentos de dor e alegria.

Entre rosas, espinhos
Farpas, feridas, dor
Sempre haverá duplicidade
E nem sempre serão o amor

Mas entre lobos e rosas
O que pode de comum haver?
Os dois são coisas formosas
Com as quais devemos aprender.

Entre lobos e rosas
Há muitas rosas e lobos:
Há muito dos lobos, nas rosas
E muito das rosas nos lobos.

Pra terminar essa rima primorosa
Fazê-la, pra mim foi fogo
Digo que ela é a rosa
E eu, claro, sou lobo.

Entre Lobos e Rosas

Sei que o titulo parece sugestivo, mas não há nada além de ser a foto que postarei aqui, caso eu consiga esse milagre. É tambem a personificação de um sentimento muito grande, de um afeto de proporções indescritíveis, e também de um carinho sem tamanho que sinto por uma pessoa muito, mas muito especial, que marcou e ainda marca a minha vida, marca essa tão indelével quanto a deixada por um ferro em brasas, mas que mesmo sendo profunda, ainda assim é uma mostra de grande beleza.
A poesia a seguir foi feita pra essa pessoa em especial, que se encontra num momento misto de descobertas e apegos. Foi um dos poucos jeitos que achei de transmitir as minhas considerações a ela, mas de modo sutil, suave e lírico, do jeito que ela merece.
Anjo, essa é toda sua, mas peço que a compartilhe com os outros corações duvidosos e divididos, pode ser?

P.S: Não coloco o nome das pessoas aqui, por que quero manter o clima de mistério e o sigilo, afinal, quem ler o texto saberá a quem me refiro, principalmente se for a pessoa em questão.

Viver de Lembranças


Como é viver de lembranças, se agarrar ao passado
Reviver momentos, sonhos e amores
Reler velhos textos, ver desejos atados
Recriar sentimentos, relembrar velhas dores


Como é ver o tamanho da alma
Quando se tem um problema
Ver novas soluções, com calma
Perceber que a vida não é pequena


Retirar do passado, a força,
Do medo, a certeza
Da inquietude, conforto,
Da solidão, fortaleza


Dos pensamentos de uma moça
Aos de uma mulher, a certeza
Do simples cais, viraste um porto
E de plebéia, és minha realeza.


quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Dust in the Winds

Novamente estou de volta, dessa vez para honrar a promessa feita a uma amiga muito especial, para dar a vocês mais uma amostra de minhas poesias, espero poder ainda ter o dom da prosa, para que eu consiga fazer uma bela crônica, que, ao mesmo tempo que encante, anime a alma e o espírito.

È realmente o meu desejo poder realizar uma bela obra literária, uma obra capaz de realmente enriquecer e alimentar almas famintas por bom alimento. Mas como não tenho(ainda) esse dom, vou postar aquela que considero a minha mais sublime poesia.

Espero que seja de bom proveito a vocês.

P.S: Não reparem no meu vernáculo, ela foi escrita há mais de 9 anos.......


Poeira ao vento

A vida, puro dilema
É uma mescla de sentimento
Somente a viva, nunca a tema
Pois somos poeira ao vento

Com ódio, raiva, rancor
Procure não perder seu tempo
Viva em paz, cultive o amor
Pois somos poeira ao vento

Cada minuto, cada segundo
Cada instante, cada momento
Aproveite de modo profundo
Pois somos poeira ao vento

Não se exceda, não se dilapide
Pois isso não lhe trará tempo
Seja manso, seja humilde
Pois somos poeira ao vento

Que tudo o que sonhei, que vivi, que passei, que senti
Tenha sido de modo lento, mas intenso
E que possa se dado a todos
Como se fosse poeira ao vento.

Agradecimentos Antecipados

Bom dia a todos os meus 3 seguidores (nunca imaginei ter tantas pessoas a me seguir), eu gostaria de dizer que eu nunca tive a pretensão de ser escritor, ainda mais um escritor de crônicas, crônicas da vida diária e nem do infortúnio humano, mas já que uma pessoa muito, mas muito especial viu em mim esse dom, creio que talvez eu o possa fazê-lo.

Peço perdão se por acaso houver (e sei que haverá) erros nessas mal traçadas linhas, mas é que sou novo nesse negócio de expor minha opinião através das palavras, mas espero poder dar a vocês, que se dispuseram a me seguir, somente o meu melhor.

Portanto, irei postar aqui uma de minhas poesias prediletas, espero que seja da satisfação de vocês.


P.S: Realmente eu gostaria de ver as suas opiniões e criticas sobre as minhas poesias e textos, pois serão de suma importância em minha busca pela excelência.

Bem, lá vai a poesia prometida, espero que vocês a aprovem.

Porém

Hoje tive lágrimas no olhar
No peito, tristeza sem par,
Na alma, revolta e pesar
Porém estive em paz.

Hoje vi o Bem e o Mal,
Anjo e Demônio, num duelo Imortal
Duelo de Vida e Morte, sem igual
Porém me senti tranqüilo.

Hoje percebi o amor,
Que nos dá vida, calor
E que nos conforta na dor
Porém tive dúvidas.

Hoje sou melhor que ontem
E talvez pior que amanha, mas ainda é hoje
Porém sempre serei agradecido
Pelos erros e acertos que a vida me impõe.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Princípio de tudo.......


Eis-me aqui, na frente do teclado, olhando pra uma tela em branco, e pensando no que escrever de glorioso pra que meu inicio no mundo dos blog seja, na melhor da hipóteses, razoável. Vejo entao uma única saída, a melhor de todas as saídas: serei sincero e honesto com vcs, que por acaso venham a ler essas mal traçadas linhas, ao dizer que nada tenho a crescentar a vocês, talves, quem sabe, um pouco da minha mais humilde e sincera amizade, e quem sabe um pouco de minhas experiencias.
Algumas vezes em prosa, outras em poesia, mas sempre estarei aqui e, na medida do possivel, presente junto a vocês, nem que seja em pensamento!