O título do post de hoje, é basicamente a síntese do que penso, sobre mim: poeta, eu? Gosto de escrever poesias, tenho isso como um hobby, o qual confesso ter tido pouco tempo pra me dedicar a ele e, por ser um hobby, eu não me levo muito a sério, no assunto coisas que escrevo; mas, conversando com Marysila, que vcs conhecem de outros posts e de outros blogs, tomei um pito/puxão de orelha, onde ela me disse que, se eu publicasse um livro, ela o compraria, assim como muitas outras pessoas, e que já tinha me dado (e compartilhado) a sua opinião sobre meu suposto e pressuposto dom, em um de seus posts. Mediante essa conversa, eu decidi, me armadurando de presunção e ego, mostrar a todos os que compartilham de meus pensamentos e de minhas palavras, a minha visão do que é ser poeta. Terminando essa "apresentação", como sempre, repito as mesmas palavras de sempre:
Espero que gostem, reflitam e se divirtam com o poema a seguir, e muito obrigado por ainda estarem me acompanhando, mesmo com as minhas faltas.
O que é ser poeta?
Como é ser poeta, escultor de poesias
Lidar com palavras, sentimentos
Transmitir risos, cores, alegrias
E também dores, medos e tormentos;
Como fazer de simples palavras, entrelaçadas
Objetos de força, brilho, peso e grandeza;
Em algumas pautas, muito mal lavradas
Exibir desse jeito, sutilmente, sua rara beleza?
O poeta tem o dom da escrita, da rima
De saber se expressar, de gostar de escrever
Dom maior é oculto, que é benção e sina
É sentir e enxergar muito além do que se vê.
Poeta é o culto, o sábio, o estudioso
Aquele que cria estrofes, faz alexandrino
Mas também é o malandro, o jocoso
Que tem no peito coração de velho e menino
Mas poeta também é o inculto, o pobre, o iletrado
Que tem a mente aberta, uno com a natureza
Fonte da experiência de vida, por ela acalentado
E dessa vida simples, ganhou assim toda a certeza
Ser poeta é viver em mistério, envolto em suspense
Aberto a coisas novas, mente sempre em meio as brumas
Ter momentos de delírio, e turbilhões de atos non sense
E sempre com o coração e a alma, leves como plumas.



