domingo, 27 de março de 2011

Poeta, eu?






            O título do post de hoje, é basicamente a síntese do que penso, sobre mim: poeta, eu? Gosto de escrever poesias, tenho isso como um hobby, o qual confesso ter tido pouco tempo pra me dedicar a ele e, por ser um hobby, eu não me levo muito a sério, no assunto coisas que escrevo; mas, conversando com Marysila, que vcs conhecem de outros posts e de outros blogs, tomei um pito/puxão de orelha, onde ela me disse que, se eu publicasse um livro, ela o compraria, assim como muitas outras pessoas, e que já tinha me dado (e compartilhado) a sua opinião sobre meu suposto e pressuposto dom, em um de seus posts. Mediante essa conversa, eu decidi, me armadurando de presunção e ego, mostrar a todos os que compartilham de meus pensamentos e de minhas palavras, a minha visão do que é ser poeta. Terminando essa "apresentação", como sempre, repito as mesmas palavras de sempre:

            Espero que gostem, reflitam e se divirtam com o poema a seguir, e muito obrigado por ainda estarem me acompanhando, mesmo com as minhas faltas.



O que é ser poeta?


Como é ser poeta, escultor de poesias
Lidar com palavras, sentimentos
Transmitir risos, cores, alegrias
E também dores, medos e tormentos;

Como fazer de simples palavras, entrelaçadas
Objetos de força, brilho, peso e grandeza;
Em algumas pautas, muito mal lavradas
Exibir desse jeito, sutilmente, sua rara beleza?

O poeta tem o dom da escrita, da rima
De saber se expressar, de gostar de escrever
Dom maior é oculto, que é benção e sina
É sentir e enxergar muito além do que se vê.


Poeta é o culto, o sábio, o estudioso
Aquele que cria estrofes, faz alexandrino
Mas também é o malandro, o jocoso
Que tem no peito coração de velho e menino

Mas poeta também é o inculto, o pobre, o iletrado
Que tem a mente aberta, uno com a natureza
Fonte da experiência de vida, por ela acalentado
E dessa vida simples, ganhou assim toda a certeza

Ser poeta é viver em mistério, envolto em suspense
Aberto a coisas novas, mente sempre em meio as brumas
Ter momentos de delírio, e turbilhões de atos non sense
E sempre com o coração e a alma, leves como plumas.

sábado, 5 de março de 2011

Musa minha, ouvi-me!


Súplica a Érato

Ah, sobre o que escrever? Hoje as palavras se fazem de rogadas e fogem de mim, não se apresentam com a solicitude de sempre, não se jogam de encontro a minha mente, pedindo, implorando até, para serem usadas; sinto exatamente o contrário, de mim elas fogem, deixando a minha súplica perdida nos ecos do tempo e espaço, solitária e isolada de tudo.

Sei que a Musa inspiradora é mulher cheia de vontades, e que presenteia com seus dons aqueles de quem se agrada, assim como a Deusa da Oportunidade, que, por sinal, é uma linda careca, dona de uma franja enorme, por que a oportunidade, quando chega, só se deixa agarrar de frente. Érato, doce e sublime Érato, tu que és a regente do lirismo, portadora da Lira, cuja melodia embala e inspira, acalenta e fascina, olhai pra mim, seu servo, abençoa-me, mais uma vez, com seus encantos e prazeres; dá-me a percepção e magia para construir novas rimas, transliterar sentimentos em palavras, conotar com emoção versos e trovas, fazer com que se espalhe tudo o que representas, oh Èrato.

Deixa-me caminhar pelo Museion, seu lar e morada, Érato, por seu templo de maravilhas e gozos, permita-me descobrir os segredos de suas 8 irmãs, guia-me por entre segredos e mistérios, livra-me das amarras que me prendem ao estado da cegueira e ignorância, e toca-me eternamente com a sua graça e sua benção, fazei de mim o seu mais dedicado servo, eleva-me o espírito e incendeia minh’alma, ó Musa!

ÁgapeFobia


Uh - HU, to invadindo!!!!!!!!!!!!!!
Poema legal esse!!! Meu coleguinha (ele vai magoar com esse adjetivo...) fez baseado numa situação que vivo no momento, situação esta que não me incomoda tanto no momento, mas que atrapalha bastante a vida amorosa de muita gente e tem tratamento psicológico.
Namorofobia não é doença (ouviu, né, Renato?!) e também não é termo patológico (não é doença... lembram???), mas é aquele medo sobrenatural de relacionamento sério. Aquela chuva de desculpas esfarrapadas pra não seguir adiante com uma pessoa legal (de repente ela tem o dedo mindinho do pé mais feio do mundo... e isso se torna super importante), ou de repente você lista várias outras prioridades (sabe aquele projeto de fazer uma maquete da cidade de São Paulo de Lego??? Então, agora ele é prioridade na sua vida!!!), ou então você é do tipo honesto e fala na cara dura que seu negócio é só fazer as pessoas de válvula de escape porque morre de medo do futuro, bem cafajeste mesmo.
Enfim, tudo isso é medo. Medo é bom de vez em quando, mas incomoda muita gente. Igual ao elefante.
No meu caso, por enquanto o incômdo está suportável, mas quero que esse medo passe um dia.
Bjs e leiam o meu blog tb!!!  [www.marysila.blogspot.com]

P.S. eu faço a tática do "tenho outras prioridades no momento"
 (By Marysila!)



                ÁgapeFobia                 


Dizem que amor é doença
Doença pra mim é alergia
Sofre de amor quem pensa
E pensar me traz alegria;

Dizem que namoro é medo
Falam que amor é drama
Digo que o amor vem cedo
E somente pra quem ama.

Falam que não conseguem amar
Dizem que não querem sofrer
Somente não querem notar
Aquilo que vão perder.

Deixa-me ser teu guia
Na busca da solução
De sua doença, tardia,
Receito-te meu coração.


terça-feira, 1 de março de 2011

Omni Verbum







                     Bom, não sei o real motivo, ou o porquê de ter feito essa poesia, não tive nenhuma inspiração para criá-la, só sei que a primeira palavra surgiu e, com ela, todo o restante do poema veio a tiracolo. Espero que eu tenha sido guiado nesse momento de criação, mas só agora, depois de colocar nesse post a poesia pronta, pude reparar no que eu quis dizer quando a escrevi, no sentido oculto de cada frase, nas entrelinhas sutis e quase imperceptíveis do que foi escrito; agora percebo que, tocado por um fio do Divino que habita em mim, ou melhor, em cada um de nós, percebi a situação da humanidade, e a direção do abismo ao qual nos encaminhamos, sem ao menos perceber o fim proximo, de taoabsortos que estamos em olhar nossos umbigos.
                   Este poema é um grito solitário, semi - desesperado, é um pedido de que todos voltem novamnete a sua alma, por um instante que seja, na direção do Céu, para que com isso limpem a sua visão do embaçamento do orgulho, e que renovem os seus laços de Fé!




Verbo, Ontem e Hoje


Antes do tempo, o Verbo
Era somente o que existia
Depois, criou-se tudo
E o Verbo, pra onde iria?

No principio, o Verbo
Era o fim e o começo
Logo, fez-se a vida
E dela o Verbo teve apreço

O Verbo, na criação
Era a fonte do poder
Surge o homem, de antemão
E faz o Verbo sofrer

Hoje o Verbo, tão esquecido
Ainda se lembra do passado
E pensa, sempre entretido
No que foi que fez de errado.