sexta-feira, 29 de julho de 2011

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Solidão, és meu Castelo, Fortaleza, Refúgio, lugar que me pertence e no qual habito, sentimento que me domina e me completa; desesperança, dor, medo, razão que se esvai, escuridão que se aproxima, matando toda a beleza, toda a cor, toda a rima, trazendo a loucura de pensamentos vãos e inúteis, mas fortes o suficiente a ponto de provocarem o mal absoluto, de corromper tudo o que existe, até mesmo as semente de esperança e consolo, de amor e ternura . . . .

Pranto, Dor, Lamento e Amargura, quarteto singular e profano, grupo de tortura e desencanto, ardor de tormento e lamúria, esgar de cólera e aura de engano, tirando a vida em segundos, matando a alma por anos, secando a fonte da vida, e da morte aumentando os campos. . . .

Cacos, Pedaços, Porções, Coração jogado ao vento, no peito um buraco baldio, preenchido com esquecimento, renovado em fastio, fé abalada na dor, mente presa em um mundo vazio, beirando um abismo assolador, seguindo o curso de um rio, rio que já secou, leito rachado e luzidio. . . . . . . 

 Buraco Negro Infernal, Abismo que a tudo engole, Face oculta do mal, matando a Mãe e sua prole, de seu centro só trevas irradia, transformado beleza em feiúra, coragem em covardia, aumentando o bando de fracos, com o esforço que o forte fazia, rindo do esforço humano, tornando tudo Apatia . . . . .  

Um comentário:

  1. Poxa legal isso, a poesia que fiz sobre a solidão me levou a seu blog e o que vejo primeiro... uma poesia sobre solidão! Lupino eu penso que a solidão é o sentimento mais puro que temos, livre de qualquer apego, e mais completo também, pois nos leva do caos à sensatez... Só sabe a solidão quem a sentiu!
    Muito boa a sua poesia, intensa!

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